Grandes palhaços somos nós, que ingerimos infindáveis agressões, silenciosos, cabreiros, medrosos...
Ah meu caro Fausto se tão quixotesca fosse a situação animado eu estaria, mas os nossos problemas superam em muito moinhos de vento... não ouso eu comparar tão honrada figura que foi Quixote a esses “brincalhantes” no poder. Atrever-me-ei jamais colocar tão delicado fato como “moinhos de vento”. Assumir total incapacidade de gerir o estado, bem como afirmar a burocratização aplicada a esse sistema falido que outrora se criticou mas em essência é tão conhecido, não tem nada de vazio. A Cruz Vermelha está cobrando seu preço e nós, palhaços, estamos pagando.
Só os sábios, honrados e inocentes lutam com moinhos e são ditos loucos; os espertos, dissimulados e maduros brigam entre si e se apresentam sãos.
Pra melhor contextualizar, deixo aqui não só à Quixote mas também ao imortal Policarpo Quaresma o meu eterno apreço..
“se todos fossem iguais a você
que maravilha viver...
existiria a verdade
verdade que ninguém vê
se todos fossem no mundo iguais a você” (Tom Jobim – Antônio Carlos Brasileiro)
Texto publicado originalmente no DiárioPB, leia na integra...
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