sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O circo está na cidade, palhaços aBundam


Grandes palhaços somos nós, que ingerimos infindáveis agressões, silenciosos, cabreiros, medrosos...
Ah meu caro Fausto se tão quixotesca fosse a situação animado eu estaria, mas os  nossos problemas superam em muito moinhos de vento... não ouso eu comparar tão honrada figura que foi Quixote a esses “brincalhantes” no poder. Atrever-me-ei jamais colocar tão delicado fato como “moinhos de vento”. Assumir total incapacidade de gerir o estado, bem como afirmar a burocratização aplicada a esse sistema falido que outrora se criticou mas em essência é tão conhecido, não tem nada de vazio. A Cruz Vermelha está cobrando seu preço e nós, palhaços, estamos pagando.

Só os sábios, honrados e inocentes lutam com moinhos e são ditos loucos; os espertos, dissimulados e maduros brigam entre si e se apresentam sãos.

Pra melhor contextualizar, deixo aqui não só à Quixote mas também ao imortal Policarpo Quaresma o meu eterno apreço..

“se todos fossem iguais a você
que maravilha viver...
existiria a verdade
verdade que ninguém vê
se todos fossem no mundo iguais a você” (Tom Jobim – Antônio Carlos Brasileiro)

Texto publicado originalmente no DiárioPB, leia na integra...

Atualize seu convênio, o Governo Municipal está privatizado


”Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta
De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade”
(Chico Buarque)

Duvido muito que vocês queiram postar o conteúdo deste comentário, mas o que vale é a luta, e como bem disse o Prefeito Luciano Agra em entrevista para o “Jornal da Paraíba” – todas as opiniões devem ser ouvidas no sistema democrático.
É triste ver que o governo não consegue administrar os serviços públicos essenciais, e como bem diz esta matéria, desburocratizá-los. Parece-me um tiro no pé, assumir assim a incapacidade de gerir certas instituições e secretarias… se trata de uma espécie de “lei de mercado” – criar dificuldades pra vender facilidades – faz-se uma imensa propaganda dos problemas do “produto” (nossas secretárias) e se vende facilmente a solução, terceirização do estado.
Uma “boa ação” assim não deveria necessitar da força policial para coibir a população de participar da sessão… mas viva a democracia onde o povo é livre pra lutar e o governo por meio a polícia livre pra agredir.

Eu volto
E mais uma vez eu volto
Mesmo que em vão
Pra reclamar a ti
Aquilo que é de direito NOSSO
E lutar mais uma vez
Através de minha voz
Por aqueles não podem falar
A “Boca do Inferno” voltou.

OBS: Texto originalmente postado no Diário PB